O mercado de arte celebra a ascensão das mulheres artistas, com recordes de vendas em leilões reforçando sua relevância e impacto global
O mercado de arte sempre foi marcado por uma predominância masculina nos leilões e no reconhecimento crítico. No entanto, um movimento de valorização da produção artística feminina vem ganhando força, impulsionado por recordes de vendas que reafirmam a relevância dessas artistas no cenário global.
Grandes nomes como Yayoi Kusama, Cecily Brown, Joan Mitchell e Louise Bourgeois vêm estabelecendo novos padrões de preços em leilões, atraindo colecionadores e investidores. Esse fenômeno não apenas fortalece o mercado feminino, mas também desafia antigas normas e amplia as oportunidades para novas gerações de mulheres na arte.
Recordes Históricos e o Crescimento do Mercado de Mulheres Artistas
As recentes temporadas de leilões mostraram um aumento expressivo na valorização das mulheres artistas. Em 2024, a icônica Yayoi Kusama atingiu um novo marco com uma de suas obras vendida por mais de US$ 10 milhões. Cecily Brown, artista britânica em ascensão, também quebrou barreiras com uma pintura vendida por mais de US$ 8 milhões.
Outro destaque é Joan Mitchell, cuja obra “Blueberry” ultrapassou US$ 16 milhões, consolidando-a como uma das pintoras abstratas mais valorizadas. Louise Bourgeois, escultora e artista conceitual, viu uma de suas peças alcançar US$ 32 milhões, um recorde impressionante para esculturas femininas.
Esse crescimento reflete mudanças no mercado, impulsionadas por um maior reconhecimento crítico, curadorias mais inclusivas e um interesse crescente por parte de colecionadores e instituições. Além disso, casas de leilão como Sotheby’s e Christie’s têm promovido eventos dedicados à arte feminina, aumentando sua visibilidade e valorização.

Georgia O’Keeffe, Jimson Weed/Flor Branca No. 1, 1932 Foto: direitos autorais da imagem digital Sotheby’s. Direitos autorais da obra de arte © 2025 Georgia O’Keeffe Museum/Artists Rights Society (ARS), Nova York.
13 de Mulheres Artistas com vendas acima de US$ 1 milhão em Leilões
- Georgia O’Keeffe – Jimson Weed/White Flower No.1 (1932), US$ 44.4 milhões (Sotheby’s, 2014)
- Joan Mitchell – Untitled (1959), US$ 29.1 milhões (Christie’s, 2023)
- Leonora Carrington – Les Distractions de Dagobert (1945), US$ 28.5 milhões (2024)
- Agnes Martin – Grey Stone II (1961), US$ 16 milhões (Sotheby’s, 2023)
- Jenny Saville – Propped (1992), US$ 12.4 milhões (Sotheby’s 2018)
- Barbara Hepworth – uma das cópias de The Family of Man: Ancestor II (1974), US$ 11.6 milhões, (Christie’s, 2023)
- Lee Krasner – The Eye Is the First Circle (1960), US$ 11.6 milhões (Sotheby’s, 2019)
- Julie Mehretu – Walkers with the Dawn and Morning (2008), US$ 10.38 milhões (Sotheby’s)
- Cady Noland – Bluewald (1989), US$ 9.79 milhões (Christie’s, 2015)
- Lee Bontecou – Untitled (1959–60), US$ 9,1 milhões (Christie’s, 2021)
- Cecily Brown – Suddenly Last Summer (1999), US$ 6.8 milhões (Sotheby’s, 2018)
- Cindy Sherman – 21 imagens da série “Untitled Film Stills” (originalmente com 70 imagens, criadas entre 1977 e 1980), por US$ 6.7 milhões (Christie’s, 2014)
- Emily Kame Kngwarreye – Earth’s Creation 1, US$ 2.1 milhões (Sidney, 2017)
Com esse avanço expressivo, o futuro do mercado de arte se torna cada vez mais inclusivo e diversificado, garantindo espaço e reconhecimento para artistas que antes eram negligenciadas pelo sistema tradicional de leilões e galerias.